segunda-feira, 24 de novembro de 2014
Provérbios: Tese e Antitese
1) Feliz é o homem cujo filho tem discernimento.
O filho sem juízo só traz tristeza para sua mãe. Pv 10:1
2) Viver com justiça livra da morte.
Os ganhos obtidos irregularmente não podem trazer felicidade segura. Pv 10:2
3) O Senhor não deixa ter fome à alma daqueles que o servem.
O Senhor rejeita o apetite daqueles que o abandonam. Pv 10:3
4) A riqueza justa é aquela que se consegue com trabalho.
Os que trabalham com engano virá a empobrecer. Pv 10:4
5) Quem tem juízo colhe no tempo certo.
Aqueles que deixam o tempo passar não terá bons resultados. Pv 10:5
6) O que anda na justiça cobre-se de bênçãos.
Os ímpios tem a boca cheia de violência. Pv 10:6
7) Os justos são lembrados pelo legado que deixam.
Os ímpios vão sem deixar de si saudades. Pv 10:7
8) O verdadeiro sábio se corrige através dos mandamentos.
O insensato é destruído pela suas próprias palavras. Pv 10:8
9) Quem anda com integridade anda seguro na vida.
Aqueles que andam em caminhos tortuosos será desmascarado. Pv 10:9
10) A boca do justo é manancial de vida.
Os ímpios tem a boca cheia de violência. Pv 10:11
11) Só o amor é capaz de apagar as ofensas.
O ódio só produz contendas. Pv 10:12
12) Nos lábios do sábio mora a sabedoria.
O homem sem entendimento sofrerá castigos como um delinquente. Pv 10:13
13) O homem com entendimento sabe moderar a sua língua.
Os loucos deitam pela boca a fora, aquilo que causa tristeza e incômodo. Pv 10:14
14) Os ganhos do homem justo contribuem para a causa da justiça.
As produções do homem ímpio conduz ao pecado. Pv 10:16
15) Aqueles que recebem de boa vontade a correção está no caminho da vida.
Os que rejeitam a correção vivem no caminho do erro. Pv 10:17
16) Quem sabe refrear a sua língua é uma pessoa sensata.
No muito falar há sempre grande risco de pecar. Pv 10:19
17) Aquilo que diz o justo é de valor inestimável.
Os pensamentos daqueles que se afastam de Deus não vale nada. Pv 10:20
18) Muitos são guiados pelo aquilo que o justo diz.
Os tolos arruínam-se por falta de bom senso. Pv 10:21
19) O Justo encontra seu prazer na sabedoria
O ímpio encontra seu divertimento na prática do mal. Pv 10:23
20) As esperanças dos retos é Deus, quem lhes dá cumprimento.
Os temores de uma pessoa má, acabam vindo sobre ele. Pv 10:24
21) Quem anda com justiça está bem alicerçado.
Como tempestade o ímpio passa repentinamente. Pv 10:25
22) O temor ao Senhor prolonga o tempo de vida.
Os que desobedecem a Deus não pode contar com uma vida duradoura. Pv 10:27
23) A esperança do justo é a felicidade eterna.
Os planos dos ímpios são vão. Pv 10:28
24) O caminho do Senhor é fortaleza para os retos.
A ruína virá sobre os que praticam iniquidade. Pv 10:29
25) Os homens justos vivem sempre em segurança.
Os homens maus não tem moradia garantida. Pv 10:30
26) Os justos diz sempre coisas sábias.
Quem diz coisas perversas será destruído. Pv 10:31
27) Dos lábios dos justos sempre soam palavras agradáveis.
Os ímpios estão sempre ofendendo os outros. Pv 10:32
28) O Senhor tem grande prazer na honestidade.
O Senhor tem repulsa por tudo que constitui fraude. Pv 11:1
29) A sabedoria é uma virtude dos humildes.
A soberba antecede à afronta. Pv 11:2
30) As pessoas honestas são conduzidas pela sua própria honestidade.
A perversidade dos falsos é a sua própria desgraça. Pv 11:3
31) Só a justiça de Deus é capaz de absorver da condenação eterna.
As riquezas não traz nenhuma vantagem no dia do juízo. Pv 11:4
32) A justiça dos justos torna reta a sua conduta.
O pecador cairá com o peso de seus pecados. Pv 11:5
33) A justiça dos retos os livrará.
Os maus são apanhados em sua própria perversidade. Pv 11:6
34) Deus livra os retos na sua angústia.
Os ímpios vivem em meio as angústias. Pv 11:8
35) Os justos são libertados pelo conhecimento.
O hipócrita destroem o seu próximo com sua língua. Pv 11:9
36) Todo cidadão se regozija com o sucesso de um homem justo.
O povo se alegra quando o homem ímpio perece. Pv 11:10
37) A população se torna prospera sobre a influência de homens retos.
Pela corrupção dos ímpios a cidade é derribada. Pv 11:11
38) O homem de entendimento sabe dominar-se.
É tolice tratar os outros com desprezo. Pv 11:12
39) Uma pessoa sábia sabe quando se calar.
Aquele que fala demais acaba espalhando intrigas. Pv 11:13
40) Com bons conselheiros se faz um bom governo.
Sem uma condução sábia o povo perturba-se. Pv 11:14
41) Sábio é aquele que sabe administrar suas finanças.
Muitas dívidas traz a falência a tona. PV 11:15
42) Um homem benigno faz bem a sua própria alma.
O homem cruel perturba a sua própria carne. Pv 11:17
43) Os que semeiam justiça terão recompensa garantida.
Os lucros que obtém os ímpios ao fim não lhes rende nada. Pv 11:18
44) A justiça conduz a vida.
Aquele que segue o mal o faz para sua própria condenação. Pv 11:19
45) Deus tem prazer nos que buscam a perfeição.
O Senhor aborrece os que tem um coração tortuoso. Pv 11:20
46) Os filhos dos justos são protegidos do mal.
O mal nunca ficará impune. Pv 11:21
47) Os vivem com justiça podem contar com a felicidade.
-Os que se afastam de Deus podem esperar pela condenação. Pv 11:23
48) Aqueles investem seu dinheiro nas pessoas, serão recompensados.
- O excesso de economia produz miséria. Pv 11:24
50) Aqueles vendem aquilo que constitui a necessidade do povo, será abençoado.
- Os que retém o produto esperando um preço alto é amaldiçoado pelo povo. Pv 11:26
51) Aquele que busca o bem encontrará favor de Deus.
- Aquele que busca o mal será vítima dele. Pv 11:27
52) Aqueles que confiam em Deus serão como planta viçosa
- Os que confiam em suas riquezas certamente cairá. Pv 11:28
53) Os justos começam a serem recompensados aqui na terra.
- O juízo alcançará os ímpios já nessa vida. Pv 11:31
54) Aquele que está disposto aprender aceitarás sempre a ser corrigido.
- Recusar a repreensão e a crítica é prova de estupidez. Pv 12:1
55) Os que seguem o bem alcançarás favor de Deus.
- Aqueles que cultiva pensamentos maus serão condenados por eles. Pv 12:2
56) Os que seguem a Deus estão bem fundamentados na vida.
- Aquele que pratica o mal não anda com segurança. Pv 12:3
57) Uma boa esposa é orgulho para o seu marido.
- A mulher que procede de maneira indecente tira a força do seu marido. Pv 12:4
58) A mente do justo é uma fonte de bons pensamentos.
- Os pensamentos dos ímpios contém mentira e falsidade. Pv 12:5
59) As palavras do justo defende sua maneira de viver.
- As palavras do ímpio são cheias de acusações e siladas. Pv 12:6
60) O lar do justo permanecerá firme.
- Os ímpios serão abatidos e desaparecerão. Pv 12:7
61) Cada um será louvado pelo bom senso que dá provas
- Aquele que tem a mente pervertida encontrará desprezo do seu semelhante Pv 12:8
62) É preferível mostrar moderação e ter em casa o suficiente
- A pior coisa na vida é mostrar algo que você realmente não é. Pv 12:9
63) Um bom homem é conhecido pelo modo que trata os seus animais
- Aquele que é mau trata os animais com crueldade. Pv 12:10
64) O trabalho feito com aplicação e esforço produz prosperidade
- A ociosidade mostra que uma pessoa é falto de juízo. Pv 12:11
65) O justo deseja no fundo de si mesmo o bem de seus semelhantes
- Os ímpios tem inveja um dos outros. Pv 12:12
66) O justo não fica preso as dificuldades que lhe sobre vem
- O ímpio é apanhado pela sua fala pecadora. Pv 12:13
67) Os que tem entendimento sabe ouvir a opinião dos outros
- Os tolos pensam que nunca precisam de conselhos Pv 12:15
68) Os sábios sempre encobrem o insulto
- O insensato quando ofendido, torna pública a ofensa no mesmo instante. Pv 12:16
69) O que fala a verdade põe em evidência a justiça
- A mentira produz injustiça. Pv 12:17
70) A língua dos sábios são como saúde para os que o ouvem
- Palavras duras fere como ponta de uma espada. Pv 12:18
71) A verdade aguenta inalterável a prova do tempo
- A mentira tem perna curta. Pv 12:19
72) Há alegria transbordante na vida dos que procuram construir a paz
- Engano há no coração dos que projetam o mal. Pv 12:20
73) Nenhum agravo sobrevirá o justo
- Os ímpios vivem em constante inquietação. Pv 12:21
74) Deus ama aqueles que cumprem o que promete
- Aqueles que promete e não cumprem são abomináveis para Deus. Pv 12:22
75) O sábio revela o que sabe com moderação e equilíbrio
- Os tolos anunciam sua própria ignorância. Pv 12:23
76) Aquele que é diligente no que faz, terá qualificação suficiente para conduzir os outros
- Aquele que finge ter disposição no trabalho será sempre subordinado. Pv 12:24
77) Uma palavra amiga sempre produz maravilhas
- As preocupações sempre roubam a felicidade das pessoas. Pv 12:25
78) O justo é um guia para os seus amigos
-Os ímpios vivem perdidos no caminho. Pv 12:26
79) Aquele que é diligente sabe ao seu tempo tirar proveito daquilo que alcançou.
- O preguiçoso não faz nem o básico daquilo que está em suas mãos. Pv 12:27
80) O filho sensato aceita os avisos do pai
-Aquele que se têm a si mesmo em grande conta ignora a repreensão. Pv 13:1
81) Os homens justos ganham suas causas com uma argumentação séria e cuidadosa
- Os ímpios só se defende por meio da violência. Pv 13:2
82) Aquele que controla seu espírito sabe dominar sua língua
- Quem fala demais destrói a si mesmo. Pv 13:3
83) Os que trabalham com disposição prosperam
- O preguiçoso deseja muito e consegue muito pouco. Pv 13:4
84) Os justos aborrecem a mentira
- Os pecadores mentem constantemente e espalham infâmia por todas as partes. Pv 13:5
85) A própria justiça protege aquele cuja conduta é íntegra
- A maldade do pecador o leva a desgraça. Pv 13:6
86) Algumas pessoas tem grandes riquezas más vivem com se não as tivesse
- Existem pessoas que não possuem nada e se passam por uma pessoa que tem grande riquezas. Pv 13:7
87) O homem pobre jamais é ameaçado no que concerne a riquezas
- Aquele que possuem riquezas se sentem ameaçado pelo que possuem. Pv 13:8
88) O justo é como luz que está sempre a brilhar
- Os ímpios são como uma vela preste a se apagar. Pv 13:9
89) Aqueles que admitem conselhos são verdadeiros sábios
- O orgulho só traz intrigas. Pv 13:10
90) Aquele que ajunta riquezas de forma ilegal virá a desaparecer
- As riquezas que são proveniente do trabalho virá aumentar. Pv 13:11
91) Os sonhos realizados enche o coração de vida
- Aqueles que esperam muito tempo pelo seus sonhos termina tendo o coração enfraquecido. Pv 13:12
92) Aqueles que temem os mandamentos de Deus serão bem sucedidos
- Os que desprezam a Palavra de Deus virá a se perder. Pv 13:13
93) O bom senso é uma coisa sempre apreciada
- O caminho de gente corrupta é duro de trilhar. Pv 13:15
94) O indivíduo prudente age com conhecimento de causa
- Para insensato é natural espalhar sua cretinice. Pv 13:16
95) O embaixador digno de crédito saneia as situações
- O mensageiro que não é de confiança pode causar transtorno. Pv 13:17
96) Aquele que aceita a repreensão está no caminho de honra
- Pobreza e desgraça atinge aqueles que rejeita a repreensão. Pv 13:18
97) Os sonhos realizados faz bem a alma
- Os ímpios se recusam deixar os seus desejos quando são condenáveis. Pv 13:19
98) Ande com o sábio e serás sábio
- Aquele que é companheiro do insensato trará prejuízo para si. Pv 13:20
99) As bênçãos segue os passos do justo
- Os pecadores são seguidos pelo mal. Pv 13:21
100) Um homem de entendimento procura deixar uma herança para filhos e netos.
- Os ímpios quando morrem aquilo que tem é repassado para os justos. Pv 13:22
101) Aqueles que admitem conselhos são verdadeiros sábios (13:10)
- O orgulho só traz intrigas.
102) Aquele que ajunta riquezas de forma ilegal virá a desaparecer (13:11)
- As riquezas que são provenientes do trabalho virão a aumentar.
103) Os sonhos realizados enchem o coração de vida. (13:12)
- Aqueles que esperam muito tempo pelos seus sonhos terminam tendo o coração enfraquecido.
104) Aqueles que temem os mandamentos de Deus serão bem-sucedidos. (13:13)
- Os que desprezam a palavra de Deus virão a se perder.
105) O bom senso é uma coisa sempre apreciada. (13:15)
- O caminho de gente corrupta é duro de trilhar.
106) O indivíduo prudente age com conhecimento de causa (13:16)
- O insensato age de acordo a sua cretinice.
107) O embaixador digno de crédito saneia as situações. (13:17)
- O mensageiro que não é de confiança pode causar transtorno.
108) Aquele que aceita a repreensão está no caminho da honra. (13:18)
- Pobreza e desgraça atingem aqueles que rejeitam a repreensão.
109) Os sonhos realizados fazem bem para a alma. (13:19)
- Os ímpios se recusam a deixar os seus desejos quando são condenáveis.
110) Ande com o sábio e serás sábio. (13:20)
- Aquele que é companheiro do insensato trará prejuízos para si.
111) As bençãos seguem os passos do justo. (13:21)
- Os pecadores são seguidos pelo mal.
112) Um homem de entendimento procura deixar uma herança para filhos e netos. (13:22)
- Aquilo que os ímpios tem, quando morrem, é repassado para os justos.
113) Quem ama a seu tempo disciplina o seu filho. (13:24)
- Aquele que se recusa a disciplinar seu filho dá provas de que não o ama devidamente.
114) A provisão do justo é sempre abundante. (13:25)
- Os impios padecem necessidades.
115) Uma mulher sábia sabe edificar o seu lar. (14:1)
- Uma mulher insensata é capaz de destruir o seu lar à custa de seu desvario.
116) A honestidade é uma evidência do temor à Deus. (14:2)
- Aqueles que são desonestos desprezam a Deus.
117) A fala do que tem entendimento é respeitada. (14:3)
- Nas palavras do insensato germina o orgulho.
118) Uma testemunha fiel sempre diz a verdade. (14:5)
- Uma testemunha falsa respira mentiras.
119) Uma pessoa prudente encontra com facilidade a sabedoria. (14:6)
- O escarnecedor dificilmente encontra o caminho da sabedoria.
120) A sabedoria de uma pessoa sensata manifesta-se preparando-o para o futuro. (14:8)
- O louco revela sua insensatez enganando a si mesmo.
121) O reto honra a Deus com sua disposição. (14:9)
- Os ímpios fazem pouco do pecado.
122) A habitação dos retos florescerá. (14:11)
- A casa dos que querem viver independente de Deus será destruída.
123) O homem justo fica cheio daquilo que a graça implanta em sua alma. (14:14)
- O desviado fica cheio daquilo que ele vê em sua vida.
124) Um indivíduo sensato procura certifica-se das situações. (14:15)
- Só uma pessoa ingênua acredita em tudo o que lhe é dito.
125) Uma pessoa com entendimento é cautelosa. (14:16)
- Os tolos atiram-se de cabeça com toda confiança, seja para onde for.
126) Os que tem discernimento tem como recompensa o conhecimento. (14:18)
- Os simples recebem como herança a estupidez.
127) O homem que não tem muitos bens não tem muitos amigos. (14:20)
- Para os ricos, não faltam amigos.
128) Abençoados serão aqueles que se interessam pela situação dos mais desfavorecidos. (14:21)
- Desprezar seu semelhante é pecado.
129) Quem trabalha para o bem adquire confiança e respeito dos outros. (14:22)
- Os que praticam o mal perdem-se na vida.
130) O trabalho traz ganhos. (14:23)
- A muita conversa traz pobreza.
131) Os sábios são louvados pelo seu entendimento. (14:24)
- Os insensatos são postos à parte pela sua insensatez.
132) Uma testemunha de confiança está sempre disposta a dizer a verdade para salvar uma pessoa. (14:25)
- Uma testemunha falsa é traição.
133) Uma população que se desenvolve é a glória dos seus governantes. (14:28)
- A redução de um povo é a ruína para queles que o governam.
134) Uma pessoa com entendimento sabe controlar seu temperamento. (14:29)
- A irritação leva à muitos enganos.
135) A paz interior é saúde para o corpo. (14:30)
- A inveja faz os ossos apodrecerem.
136) Aqueles que ajudam os pobres em suas necessidades honram aquele que os criaram. (14:31)
- Quem oprime os pobres e os fracos insulta o seu criador.
137) O justo encontra refúgio até mesmo no dia de sua morte. (14:32)
- Os pecadores serão expulsos pelos seus pecados.
138) A sabedoria repousa no coração daqueles que tem bom senso. (14:33)
- Todos conhecem o desvario que há no interior de uma pessoa insensata.
139) A justiça engrandece os povos. (14:34)
- O pecado faz um povo miserável.
140) O rei se alegra com os súditos que cumprem com diligência os seus deveres. (14:35)
- Aquele que procede indignamente traz o furor do rei sobre si.
141) As pessoas de juízo procuram ter uma conduta sensata. (15:21)
- Uma pessoa que carece de entendimento se alegra com sua estupidez.
142) Aquilo que é feito sobre o conselho daqueles que tem conhecimento tem garantia de sucesso. (15:22)
- Um empreendimento feito sem o conselho de um profissional sempre falha.
143) O Senhor cuidará das posses das viúvas. (15:25)
- O Senhor destruirá as riquezas dos orgulhosos.
144) O Senhor tem todo o prazer nos que se conduzem com palavras puras e retas. (15:26)
- O Senhor aborrece solenemente os pensamentos do ímpios.
145) O aborrecer do suborno traz felicidade. (15:27)
- O dinheiro de ganho desonesto traz perturbação.
146) O justo pensa antes de falar. (15:28)
- Os maus são capazes de falar sem o mínimo de reflexão.
147) Deus escuta a oração dos justos. (15:29)
- O Senhor está longe dos ímpios.
148) Quem rejeita os conselhos prejudica a si mesmo. (15:32)
- O que escuta os conselhos adquire conhecimento.
Herivelton F. da Silva
quarta-feira, 29 de outubro de 2014
A Prova Moral Da Existência De Deus
Penso, logo existo
De há muito notara que, em relação aos costumes, é preciso algumas vezes seguir, como corretas, opiniões que sabemos serem muito incertas, como já foi dito; mas, como desejava dedicar-me então somente à pesquisa da verdade, julguei que era necessário que fizesse precisamente o contrário, e que rejeitasse como absolutamente falso tudo aquilo em que eu pudesse imaginar a menor dúvida, a fim de ver se, depois disso, não restaria alguma cousa na minha crença que fosse inteiramente indubitável.
Assim, em virtude de os nossos sentidos algumas vezes nos enganarem, quis supor que nada havia que fosse tal como eles nos levam a imaginar. E porque há homens que se enganam quando raciocinam, até no que diz respeito aos logismos, julgando eu que era tão sujeito a erros como qualquer outro, rejeitei como falsas todas as razões que anteriormente tomara como demonstrações.
Finalmente, considerando que os mesmos pensamentos que temos quando acordados também nos podem acudir quando dormimos, sem que nenhum seja verdadeiro, resolvi considerar, fingir, que todas as cousas que haviam penetrado no meu espírito não eram mais verdadeiras que as ilusões dos meus sonhos,. Mas logo após percebi que, quando pensava que tudo era falso, necessário se tornava que eu- eu pensava- era alguma cousa, e notando que esta verdade- penso, logo existo - era tão firme e tão certa que todas as extravagantes suposições dos céticos não eram capazes de abalar, julguei que podia aceitá-la, sem escrúpulo, como primeiro princípio da filosofia que procurava.
A seguir, examinando com atenção que cousa eu era, e vendo que podia supor que não tinha corpo algum e que não havia qualquer mundo ou lugar onde eu existisse, mas que não podia, no entanto, admitir que não existia, e que antes, ao contrário, pelo fato mesmo de pôr em dúvida a verdade das outras cousas, daí decorria muito evidente e certamente que eu existia- ao passo que, se eu tivesse somente cessado de pensar, ainda que tudo o mais que existia- por isso reconheci que eu era uma substância cuja essência ou natureza não é outra cousa senão pensamento que, para existir, não tem necessidade de nenhum lugar nem depende de cousa alguma material. De sorte que este eu, isto é, a alma, pela qual sou o que sou, é inteiramente distinta do corpo e até mais fácil de conhecer que este, e, embora não existisse o corpo, ela não deixaria de ser o que é.
Depois considerei o que uma proposição em geral requer para ser verdadeira e certa, pois que acaba de achar uma que sabia ser certa. Julguei então que devia também saber em que consiste esta certeza. E tendo notado que nada há neste penso, logo existo, que me assegure que digo a verdade, a não ser que vejo bem claramente que, para pensar, é necessário existir, julguei poder tomar como regra geral que as cousas que concebemos muito clara e muito distintamente são todas verdadeiras, havendo apenas alguma dificuldade em bem distinguir quais são aquelas que concebemos distintamente.
Isto posto, pensando que duvidava e que, por conseguinte, o meu ser não era completamente perfeito, pois via claramente que era maior perfeição o conhecer que o duvidar, ocorreu-me indagar de onde aprendera a pensar em alguma cousa mais perfeita do que eu, e percebi, evidentemente, que deveria ser em alguma natureza que fosse, com efeito, mais perfeita.
Quanto aos pensamentos que tinha, relativos a diversas outras cousas exteriores a mim, como o do céu, da terra, da luz, do calor e de mil outras, não tinha tanto trabalho em saber de onde vinham, porque, nada notando neles que me parecesse superior a mim, podia crer que, se fossem verdadeiros, dependiam da minha natureza naquilo que esta tem de perfeito e, se o não fossem, que os recebera do nada, isto é, que esses pensamentos estavam em mim porque a minha natureza possuía imperfeições.
Mas isto não acontecia com a ideia de um ser mais perfeito que o meu, porque aceitá-la como vinda do nada era cousa manifestamente impossível; e tendo em conta que não repugna menos admitir que o mais perfeito é uma consequência e uma dependência do menos perfeito do que o nada proceda de alguma cousa, tampouco podia admitir que essa ideia eu tirara de mim próprio. De maneira que só restava haver sido ela posta em mim por uma natureza que fosse verdadeiramente mais perfeita que eu e que tivesse em si todas as perfeições de que eu poderia ter alguma ideia, isto é, para explicar-me com uma palavra, que fosse Deus. A isto acrescentei que, desde que conhecia algumas perfeições que não possuía, eu não era o único ser que existia, mas que necessariamente devia existir algum outro mais perfeito do qual eu dependesse e do qual tivesse adquirido tudo quanto possuía. Porque, se eu fosse o único ser, independente de qualquer outro, de maneira que tivesse recebido de mim mesmo todo esse pouco pelo qual participava do ser perfeito, teria podido dar a mim próprio, pela mesma razão, tudo mais que reconhecia faltar-me, e assim ser eu mesmo infinito, eterno, imutável, onisciente, onipotente e, em suma, possuir todas as perfeições que notava existirem em Deus.
Com efeito, segundo os raciocínios que acabo de apresentar, para reconhecer a natureza de Deus, tanto quanto a minha era capaz disso, bastava considerar, acerca de todas as cousas de que encontrasse em mim alguma ideia, se era perfeições ou não possuí-las; e estava certo de que nenhuma daquelas que mostravam alguma imperfeição existia nele, mas que todas as outras existiam. Assim, eu via que a dúvida, a inconstância, a tristeza e outras cousas semelhantes não podiam existir em Deus, pois que a mim próprio seria bem agradável estar isento delas. Além disso, possuía ideias de muitas outras cousas sensíveis e corporais; porque, embora supusesse que sonhava e que tudo quanto via ou imaginava era falso, não podia negar todavia que essas ideias não existissem no meu pensamento; mas, por haver reconhecido em mim, claramente, que a natureza inteligente é distinta da corpórea- considerando que toda composição atesta dependência e que a dependência é manifestamente um defeito- julgava que não podia ser uma perfeição, quanto a Deus, o ser ele composto destas duas natureza e que, por conseguinte, ele o não era; mas que, se existiam alguns corpos no mundo, inteligências ou quaisquer outras naturezas que não eram totalmente perfeitas, o seu ser devia depender do seu poder, de tal modo que não podiam subsistir um só momento sem ele.
Quis depois disso procurar outras verdades e, tendo -me proposto o objeto dos geômetras, que eu concebia como um corpo contínuo ou um espaço indefinidamente extenso em comprimento, largura, altura ou profundidade, divisível em diversas partes que podiam ter várias figuras e grandezas e ser movidas ou transportadas por todos os modos- pois os geômetras supõem isto no seu objeto de estudo- percorri algumas de suas mais simples demonstrações. E observando que essa grande certeza que todos lhes atribuem apenas se fundamenta pelo fato de serem concebidas com evidência, segundo a regra que há pouco referi, verifiquei também que nada havia nelas que me garantisse quanto à existência de seu objeto. Assim, por exemplo, eu via bem que, dado um triângulo, era mister que os seus três ângulos fossem iguais a dois retos; mas, apesar disso, nada via que me garantisse que no mundo existia um triângulo qualquer. Ao passo que, voltando a examinar a ideia que tinha de um ser perfeito, achava que a existência aí estava compreendida do mesmo modo que na ideia de um triângulo está compreendido que os seus três ângulos são iguais a dois retos, ou, com maior evidência, que na de uma esfera todas as suas partes são igualmente equidistantes de seu centro, e que,por conseguinte, é pelo menos tão certo que Deus, que é esse ser perfeito, é ou existe, como certa é qualquer demonstração de geometria.
Mas o que faz com que haja muitos que se convencem de que há dificuldade em conhecê-lo, e também em conhecer o que é sua alma, é que eles nunca elevam seu espírito além das cousas sensíveis e estão de tal modo acostumados a tudo considerar através de imagens - que é uma maneira de pensar peculiar para as cousas materiais - que tudo aquilo que não é suscetível de ser visto por meio de imagens não lhes parece ser inteligível.
É assim que os próprios filósofos tem como máxima, nas escolas, que nada existe no entendimento que primeiramente não tenha estado nos sentidos, nos quais todavia é certo que as ideias de Deus e de alma nunca existiram. Parece-me que os que querem usar de sua imaginação para compreendê-las procedem como se, para ouvir os sons ou cheirar os perfumes, quisessem servir-se de seus olhos. E há ainda esta diferença: que o sentido da vista não nos garante menos da verdade de seus objetos que os do olfato ou do ouvido; ao passo que a nossa imaginação e os nossos sentidos nunca nos poderiam dar certeza de cousa alguma, sem a intervenção de nosso entendimento.
Enfim, se há ainda homens não suficientemente convencidos da existência de Deus e de sua alma, em virtude das razões que apresentei, saibam também que todas as outras cousas de que talvez pensam estar certos - como a de possuírem um corpo, de existirem astros, uma Terra e outras cousas semelhantes - essas são ainda menos certas. Porque, embora tenhamos uma certeza moral delas, que é tal que seria extravagante das mesmas duvidar, contudo também, quando se trata de questão de certeza metafísica, não se pode negar, sob pena de passarmos por insensatos, que não seja motivo bastante para delas se duvidar o haver percebido que se pode do mesmo modo imaginar, quando estamos a dormir, que temos outro corpo e que vemos outros astros e outra Terra, sem que nada disso exista. Assim, onde nos baseamos para saber que os pensamentos que temos em sonho são mais falsos do que os outros, se muitos deles não são menos vivos e expressivos? Por mais que os melhores espíritos se disponham com prazer a estudar isto, não creio que possam dar nenhuma outra razão que seja suficiente para dissipar essa dúvida, se deles não pressupõem a existência de Deus.
Com efeito, desde logo, aquilo que há pouco tomei como uma regra, isto é, que as cousas que concebemos muito clara e distintamente são todas verdadeiras, só é certo em virtude de que Deus é ou existe, de que é um ente perfeito e de que tudo que existe em nós nos vem dele. De onde se segue que as nossas ideias ou noções, sendo cousas reais, e que derivam de Deus em tudo quanto elas têm de claro e de distinto, não podem deixar de ser por isso verdadeiras. De sorte que, se temos freqüentemente outras que contêm falsidade, são as que têm alguma cousa de confuso e de obscuro, as que participam do nada, isto é, as que em nós são confusas em virtude de não sermos perfeitos. É evidente que não repugna menos admitir que a falsidade e a imperfeição procedam do nada. Mas se não soubéssemos que tudo que existe em nós de real e de verdadeiro vem de um ser perfeito e infinito, por claras e distintas que fossem as nossas ideias não teríamos razão alguma que nos garantisse que elas tinham a perfeição de ser verdadeiras.
Ora, depois que o conhecimento de Deus e da alma nos garante a certeza dessa regra, é bem fácil saber que os sonhos que imaginamos quando estamos a dormir não devem, de modo algum,, nos levar a duvidar da verdade dos pensamentos que temos quando estamos acordados. Porque, se acontecesse, mesmo quando estamos dormindo, que tivéssemos uma ideia bem distinta, como, por exemplo, que um geômetra inventasse alguma nova demonstração, seu sono não a impedia de de ser verdadeira. E quanto ao erro mais frequente de nossos sonhos, que consiste em nos representarem diversos objetos exteriores do mesmo modo por que o fazem os nossos sentidos, não importa que esse erro nos dê ocasião de desconfiar da verdade de tais ideias, porque elas também podem nos enganar, sem que estejamos dormindo, como quando os que sofrem de icterícia vêem tudo amarelo; ou como os astros ou outros corpos muitos afastados que nos parecem muito menores do que são. Porque, enfim, ainda que estejamos acordados ou dormindo, nunca nos devemos deixar convencer senão pela evidência de nossa razão. É bom que se note que eu digo de nossa razão e não de nossa imaginação e de nossos sentidos. Porque, embora vejamos o sol muito claramente, não devemos julgar por isso que ele seja do tamanho que o vemos; e, embora possamos imaginar uma cabeça de leão unida ao corpo de uma cabra, não devemos concluir daí que no mundo existe uma quimera. A razão não nos diz, pois, que o que vemos ou imaginamos seja verdadeiro. Ela nos diz que todas as nossas ideias ou noções devem ter algum fundamento de verdade, porque não seria possível que Deus, que é absolutamente perfeito e verdadeiro, as tivesse posto em nós sem isso. E, desde que os nossos pensamentos não são nunca tão evidentes nem tão completos durante o sono quanto o são na vigília, conquanto algumas vezes as nossas imaginações sejam tanto ou mais vivas e expressivas, ela indica-nos ainda que não podendo os nossos pensamentos ser verdadeiros por não sermos totalmente perfeitos, o que eles têm de verdadeiro deve infalivelmente encontrar-se naqueles que temos quando acordados.
René Descartes
A seguir, examinando com atenção que cousa eu era, e vendo que podia supor que não tinha corpo algum e que não havia qualquer mundo ou lugar onde eu existisse, mas que não podia, no entanto, admitir que não existia, e que antes, ao contrário, pelo fato mesmo de pôr em dúvida a verdade das outras cousas, daí decorria muito evidente e certamente que eu existia- ao passo que, se eu tivesse somente cessado de pensar, ainda que tudo o mais que existia- por isso reconheci que eu era uma substância cuja essência ou natureza não é outra cousa senão pensamento que, para existir, não tem necessidade de nenhum lugar nem depende de cousa alguma material. De sorte que este eu, isto é, a alma, pela qual sou o que sou, é inteiramente distinta do corpo e até mais fácil de conhecer que este, e, embora não existisse o corpo, ela não deixaria de ser o que é.
Depois considerei o que uma proposição em geral requer para ser verdadeira e certa, pois que acaba de achar uma que sabia ser certa. Julguei então que devia também saber em que consiste esta certeza. E tendo notado que nada há neste penso, logo existo, que me assegure que digo a verdade, a não ser que vejo bem claramente que, para pensar, é necessário existir, julguei poder tomar como regra geral que as cousas que concebemos muito clara e muito distintamente são todas verdadeiras, havendo apenas alguma dificuldade em bem distinguir quais são aquelas que concebemos distintamente.
Isto posto, pensando que duvidava e que, por conseguinte, o meu ser não era completamente perfeito, pois via claramente que era maior perfeição o conhecer que o duvidar, ocorreu-me indagar de onde aprendera a pensar em alguma cousa mais perfeita do que eu, e percebi, evidentemente, que deveria ser em alguma natureza que fosse, com efeito, mais perfeita.
Quanto aos pensamentos que tinha, relativos a diversas outras cousas exteriores a mim, como o do céu, da terra, da luz, do calor e de mil outras, não tinha tanto trabalho em saber de onde vinham, porque, nada notando neles que me parecesse superior a mim, podia crer que, se fossem verdadeiros, dependiam da minha natureza naquilo que esta tem de perfeito e, se o não fossem, que os recebera do nada, isto é, que esses pensamentos estavam em mim porque a minha natureza possuía imperfeições.
Mas isto não acontecia com a ideia de um ser mais perfeito que o meu, porque aceitá-la como vinda do nada era cousa manifestamente impossível; e tendo em conta que não repugna menos admitir que o mais perfeito é uma consequência e uma dependência do menos perfeito do que o nada proceda de alguma cousa, tampouco podia admitir que essa ideia eu tirara de mim próprio. De maneira que só restava haver sido ela posta em mim por uma natureza que fosse verdadeiramente mais perfeita que eu e que tivesse em si todas as perfeições de que eu poderia ter alguma ideia, isto é, para explicar-me com uma palavra, que fosse Deus. A isto acrescentei que, desde que conhecia algumas perfeições que não possuía, eu não era o único ser que existia, mas que necessariamente devia existir algum outro mais perfeito do qual eu dependesse e do qual tivesse adquirido tudo quanto possuía. Porque, se eu fosse o único ser, independente de qualquer outro, de maneira que tivesse recebido de mim mesmo todo esse pouco pelo qual participava do ser perfeito, teria podido dar a mim próprio, pela mesma razão, tudo mais que reconhecia faltar-me, e assim ser eu mesmo infinito, eterno, imutável, onisciente, onipotente e, em suma, possuir todas as perfeições que notava existirem em Deus.
Com efeito, segundo os raciocínios que acabo de apresentar, para reconhecer a natureza de Deus, tanto quanto a minha era capaz disso, bastava considerar, acerca de todas as cousas de que encontrasse em mim alguma ideia, se era perfeições ou não possuí-las; e estava certo de que nenhuma daquelas que mostravam alguma imperfeição existia nele, mas que todas as outras existiam. Assim, eu via que a dúvida, a inconstância, a tristeza e outras cousas semelhantes não podiam existir em Deus, pois que a mim próprio seria bem agradável estar isento delas. Além disso, possuía ideias de muitas outras cousas sensíveis e corporais; porque, embora supusesse que sonhava e que tudo quanto via ou imaginava era falso, não podia negar todavia que essas ideias não existissem no meu pensamento; mas, por haver reconhecido em mim, claramente, que a natureza inteligente é distinta da corpórea- considerando que toda composição atesta dependência e que a dependência é manifestamente um defeito- julgava que não podia ser uma perfeição, quanto a Deus, o ser ele composto destas duas natureza e que, por conseguinte, ele o não era; mas que, se existiam alguns corpos no mundo, inteligências ou quaisquer outras naturezas que não eram totalmente perfeitas, o seu ser devia depender do seu poder, de tal modo que não podiam subsistir um só momento sem ele.
Quis depois disso procurar outras verdades e, tendo -me proposto o objeto dos geômetras, que eu concebia como um corpo contínuo ou um espaço indefinidamente extenso em comprimento, largura, altura ou profundidade, divisível em diversas partes que podiam ter várias figuras e grandezas e ser movidas ou transportadas por todos os modos- pois os geômetras supõem isto no seu objeto de estudo- percorri algumas de suas mais simples demonstrações. E observando que essa grande certeza que todos lhes atribuem apenas se fundamenta pelo fato de serem concebidas com evidência, segundo a regra que há pouco referi, verifiquei também que nada havia nelas que me garantisse quanto à existência de seu objeto. Assim, por exemplo, eu via bem que, dado um triângulo, era mister que os seus três ângulos fossem iguais a dois retos; mas, apesar disso, nada via que me garantisse que no mundo existia um triângulo qualquer. Ao passo que, voltando a examinar a ideia que tinha de um ser perfeito, achava que a existência aí estava compreendida do mesmo modo que na ideia de um triângulo está compreendido que os seus três ângulos são iguais a dois retos, ou, com maior evidência, que na de uma esfera todas as suas partes são igualmente equidistantes de seu centro, e que,por conseguinte, é pelo menos tão certo que Deus, que é esse ser perfeito, é ou existe, como certa é qualquer demonstração de geometria.
Mas o que faz com que haja muitos que se convencem de que há dificuldade em conhecê-lo, e também em conhecer o que é sua alma, é que eles nunca elevam seu espírito além das cousas sensíveis e estão de tal modo acostumados a tudo considerar através de imagens - que é uma maneira de pensar peculiar para as cousas materiais - que tudo aquilo que não é suscetível de ser visto por meio de imagens não lhes parece ser inteligível.
É assim que os próprios filósofos tem como máxima, nas escolas, que nada existe no entendimento que primeiramente não tenha estado nos sentidos, nos quais todavia é certo que as ideias de Deus e de alma nunca existiram. Parece-me que os que querem usar de sua imaginação para compreendê-las procedem como se, para ouvir os sons ou cheirar os perfumes, quisessem servir-se de seus olhos. E há ainda esta diferença: que o sentido da vista não nos garante menos da verdade de seus objetos que os do olfato ou do ouvido; ao passo que a nossa imaginação e os nossos sentidos nunca nos poderiam dar certeza de cousa alguma, sem a intervenção de nosso entendimento.
Enfim, se há ainda homens não suficientemente convencidos da existência de Deus e de sua alma, em virtude das razões que apresentei, saibam também que todas as outras cousas de que talvez pensam estar certos - como a de possuírem um corpo, de existirem astros, uma Terra e outras cousas semelhantes - essas são ainda menos certas. Porque, embora tenhamos uma certeza moral delas, que é tal que seria extravagante das mesmas duvidar, contudo também, quando se trata de questão de certeza metafísica, não se pode negar, sob pena de passarmos por insensatos, que não seja motivo bastante para delas se duvidar o haver percebido que se pode do mesmo modo imaginar, quando estamos a dormir, que temos outro corpo e que vemos outros astros e outra Terra, sem que nada disso exista. Assim, onde nos baseamos para saber que os pensamentos que temos em sonho são mais falsos do que os outros, se muitos deles não são menos vivos e expressivos? Por mais que os melhores espíritos se disponham com prazer a estudar isto, não creio que possam dar nenhuma outra razão que seja suficiente para dissipar essa dúvida, se deles não pressupõem a existência de Deus.
Com efeito, desde logo, aquilo que há pouco tomei como uma regra, isto é, que as cousas que concebemos muito clara e distintamente são todas verdadeiras, só é certo em virtude de que Deus é ou existe, de que é um ente perfeito e de que tudo que existe em nós nos vem dele. De onde se segue que as nossas ideias ou noções, sendo cousas reais, e que derivam de Deus em tudo quanto elas têm de claro e de distinto, não podem deixar de ser por isso verdadeiras. De sorte que, se temos freqüentemente outras que contêm falsidade, são as que têm alguma cousa de confuso e de obscuro, as que participam do nada, isto é, as que em nós são confusas em virtude de não sermos perfeitos. É evidente que não repugna menos admitir que a falsidade e a imperfeição procedam do nada. Mas se não soubéssemos que tudo que existe em nós de real e de verdadeiro vem de um ser perfeito e infinito, por claras e distintas que fossem as nossas ideias não teríamos razão alguma que nos garantisse que elas tinham a perfeição de ser verdadeiras.
Ora, depois que o conhecimento de Deus e da alma nos garante a certeza dessa regra, é bem fácil saber que os sonhos que imaginamos quando estamos a dormir não devem, de modo algum,, nos levar a duvidar da verdade dos pensamentos que temos quando estamos acordados. Porque, se acontecesse, mesmo quando estamos dormindo, que tivéssemos uma ideia bem distinta, como, por exemplo, que um geômetra inventasse alguma nova demonstração, seu sono não a impedia de de ser verdadeira. E quanto ao erro mais frequente de nossos sonhos, que consiste em nos representarem diversos objetos exteriores do mesmo modo por que o fazem os nossos sentidos, não importa que esse erro nos dê ocasião de desconfiar da verdade de tais ideias, porque elas também podem nos enganar, sem que estejamos dormindo, como quando os que sofrem de icterícia vêem tudo amarelo; ou como os astros ou outros corpos muitos afastados que nos parecem muito menores do que são. Porque, enfim, ainda que estejamos acordados ou dormindo, nunca nos devemos deixar convencer senão pela evidência de nossa razão. É bom que se note que eu digo de nossa razão e não de nossa imaginação e de nossos sentidos. Porque, embora vejamos o sol muito claramente, não devemos julgar por isso que ele seja do tamanho que o vemos; e, embora possamos imaginar uma cabeça de leão unida ao corpo de uma cabra, não devemos concluir daí que no mundo existe uma quimera. A razão não nos diz, pois, que o que vemos ou imaginamos seja verdadeiro. Ela nos diz que todas as nossas ideias ou noções devem ter algum fundamento de verdade, porque não seria possível que Deus, que é absolutamente perfeito e verdadeiro, as tivesse posto em nós sem isso. E, desde que os nossos pensamentos não são nunca tão evidentes nem tão completos durante o sono quanto o são na vigília, conquanto algumas vezes as nossas imaginações sejam tanto ou mais vivas e expressivas, ela indica-nos ainda que não podendo os nossos pensamentos ser verdadeiros por não sermos totalmente perfeitos, o que eles têm de verdadeiro deve infalivelmente encontrar-se naqueles que temos quando acordados.
René Descartes
30 Maneiras Para Se Desenvolver Espiritualmente
1) Nunca coloque Deus em segundo plano.
2) Encare a realidade de si mesmo.
3) Seja você mesmo em qualquer situação.
4) Encare os seus problemas, solucionando aqueles que estão dentro de sua capacidade e administrando aqueles que são insolúveis.
5) Fale sempre a verdade mesmo que isso traga consequências inesperadas.
6) Não viva do passado, viva o presente e se prepare para o futuro.
7) Assuma seus erros e deixe Deus e os homens inocentes deles.
8) A vida vale mais do que os elementos que existem nela, portanto não dê valor mais as coisas do que as pessoas.
9) Felicidade é uma dádiva de Deus, que não pode ser comprada, mas pode ser recebida.
10) Aprenda com seus erros.
11) Que sua felicidade não venha depender exclusivamente dos outros.
12) Se prepare para as situações complexas da vida.
13) Viva os momentos da vida com toda intensidade.
14) Nunca faças o que é certo por motivos errados. Porque perde-se o propósito e os resultados proveniente dele.
15) Não defina a vida pelos momentos ruins já vividos.
16) Nunca pague uma ofensa com a mesma moeda.
17) Não use palavras para dar explicações, deixe que sua reputação fale por você.
18) Deixe de usar métodos que não oferece resultados expressivos.
19) Tenha sempre o silêncio como arma em vista de discussões e contendas.
20) Evite preocupações excessivas com a vida.
21) Evite pegar atalhos no caminho, pois assim perderás as oportunidades existente nele.
22) Não sejas escravo de seus impulsos.
23) Construa degraus com as criticas.
24) Cultive à auto-estima.
25) Respeite os direitos do seu próximo.
26) Evite ansiedade, descubra o tempo certo das coisas.
27) Ame as pessoas incondicionalmente.
28) Aproveite as oportunidades para fazer o bem.
29) Seja uma pessoa altruísta.
30) Seja grato a Deus pela Vida.
Herivelton F. da Silva
quinta-feira, 16 de outubro de 2014
Provérbios: Princípios Para A Vida
1. O temor do Senhor é o princípio da sabedoria. 1:7
2. Sábio é aquele que ouve seus pais. 1:8
3. Aquele que quer cumprir o círculo da vida, deve guardar os mandamentos do Senhor. 3:2
4. Confia no Senhor e nunca em ti mesmo. 3:5
5. Não sejas sábio em ti mesmo. 3:7
6. Prospera aqueles que honra o Senhor com seus ganhos. 3:9-10
7. Não ressintas quando fores castigado ou corrigido por Deus. 3:11-12
8. Aquele que adquire conhecimento, evita tropeços no caminho. 3: 21-23
9. Não demores em fazer o bem que deve a alguém, se nada te impedir disso. 3:28
10. Nunca contendas com alguém sem razão. 3:30
11. Tenha cuidado com seus pensamentos, pois por eles é conduzido tua vida. 4:23
12. Afasta-te da Maledicência. 4:24
13. Tenha visão de tudo que está à tua frente. 4:25
14. Ver bem por onde andas, e dê cada passo de forma segura. 4:26
15. Não deixes que nada faça você perder o foco. 4:27
16. Aquele que sábio não se aparta da razão e conserva-se puro por meio do conhecimento. 5:1-2
17. Tudo que gera prazer sem responsabilidade, sempre traz um fim amargo.5:3-5
18. Goze a vida com a mulher que amas, e dê somente a ela o seu amor. 5:15-19
19. Nada devais ao teu próximo que o torne prisioneiro dele. 6:1-5
20. Aprenda uma lição com as formigas: seja diligente em tudo que fizer. 6:6-8
21. A pobreza fica muito perto daqueles que não tem nenhuma disposição na vida. 6:10-11
22. Um homem mau é conhecido pelo seus atos. 6:12-14
23. Tenha cuidado com os pecados cardinais. 6:16-19
24. Aqueles que ouvem os conselhos dos pais, se protege de tudo que possa prejudicar-lhes. 6:20-23
25. Os maiores prazeres do mundo, produz as piores desgraças. 6:26
26. Aquele que brinca com fogo pode se queimar, é o que acontece com aquele que comete adultério, não ficarás impune. 6: 27-29
27. Guardes o mandamento do Senhor como a coisa mais importante que possues. 7:1-3
28. Não perca o controle dos seus desejos. 7:25
29. O valor da sabedoria está muito acima das pedras preciosas, e tudo que você deseja não pode ser comparada a ela. 8:11
30. A sabedoria e o entendimento habitam juntas, porque a sabedoria sabe onde está a compreensão das coisas. 8:12
31. A sabedoria é a força do sábio. 8:14
32. Aquele que busca sabedoria jamais é frustado em sua busca. 8:17
33. Aquele que acha sabedoria encontra a vida, e tem aprovação de Deus. 8:35
34. Quem vive sem sabedoria prejudica a se mesmo. 8:36
35. Deixe a companhia de pessoas insensatas e andai pelo caminho do entendimento. 9:6
36. Para o sábio aprender é um processo contínuo, ele crescerá em entendimento. 9:9
37. O conhecimento e o temor ao Senhor é a base de toda sabedoria. 9:10
38. A sabedoria traz consigo a longitude da vida. 9:11
39. A sabedoria oferece todo tipo de vantagem aqueles que à alcança. 9:12
40. Aquele que cultiva a sabedoria jamais terás o coração seduzido pelo caminho. 9:13-18
Herivelton F. da Silva
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